JUSTIÇA OU VINGANÇA?

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Será que alguém te deve algo? Uma segunda chance? Uma desculpa? Uma explicação? Um agradecimento? Uma infância?

Talvez você pense que seus pais deveriam ser mais protetores, ou seus filhos deveriam ser mais gratos. Ou pode ser que talvez seu cônjuge deveria ter mais sensibilidade, ou seu pastor deveria ser mais atencioso.

Eu, sinceramente, não sei qual é o seu caso, mas de vez em quando somos magoados ou ofendidos, e não são raras as situações que nos vemos querendo “acertar as contas” com aqueles que estão em débito conosco.

Mas esse “acerto de contas” seria uma forma de fazer justiça ou vingança?

E será mesmo que existe diferença?

A justiça é responsável por punir àqueles que fazem o mal contra nossa sociedade. Mas a fazer vingança é muuuito diferente de fazer justiça. Isso porque a vingança é uma questão de emocional, é uma questão de “espera aí, vou pegar você!”

Jesus disse: “Se perdoarem aos outros as ofensas deles, também o Pai de vocês, que está no céu, perdoará vocês; se, porém, não perdoarem aos outros as ofensas deles, também o Pai de vocês não perdoará as ofensas de vocês.” (Mateus 6.14-15)

Perceba que no texto acima, Jesus não está questionando a realidade das suas feridas. Ele também não duvida que as pessoas, de fato, tenham pecado contra você. A questão aqui também não é sobre a dor que você tenha, mas é o que você vai fazer com essa dor.

Fazer vingança tem um preço caro. O escritor Max Lucado diz que “seríamos inteligentes se aprendêssemos que ajustar contas é algo que custa caro”.

Ser vingativo tem um preço alto. Custa nossa convivência com as outras pessoas.

É como nos filmes de faroeste onde o caça-recompensas sempre viaja sozinho; ninguém quer ficar perto e ser companhia de quem ganha a vida fazendo vinganças.

Entre a justiça e a vingança, o que realmente importa é a dura interpretação da fala de Jesus. É como se disséssemos: “Senhor, trata-me como eu trato o meu próximo!” Me conceda a mesma paz que eu concedo aos outros. Me deixa desfrutar da mesma tolerância que eu tenho com os outros, me perdoa, assim como eu perdoo os outros.

Como disse o jornalista norte americano Philip Yancey: “Perdoando outra pessoa, estou confiando que Deus é um juiz melhor do que eu.”

Gostaria de ter paz? Então não infernize a vida dos outros!

Quer desfrutar da generosidade de Deus? Então deixe que os outros desfrutem da sua generosidade.

Quer receber o perdão de Deus? Acredito que você já saiba o que precisa ser feito…

A vida é curta demais para ser pequena.

Todo dia é uma oportunidade de sermos pessoas melhores e maiores.

Raphael Vilela
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