Impossível já era

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Lá na idade média tinha uns caras meio amalucados, meio gênios, no mínimo diferentes, que eram chamados de alquimistas, considerados os precursores dos químicos da atualidade e eles, munidos de muita curiosidade, conhecimento científico e… lendas, buscavam meios de, imagina, transformar ferro em ouro. “Totalmente sem noção esses caras”, dirá a delicada leitora. Mas será que é isso mesmo?

E se eu afirmar que é possível, sim, transformar, não ferro, mas chumbo em ouro, você mudaria de idéia? “Claro que não! Vai procurar coisa melhor pra fazer do que ficar escrevendo besteira, seu desocupado”, exclamará o ressabiado leitor.

Pois para desencanto dos céticos, hoje se sabe que ao bombardear o chumbo por meio de um acelerador de partículas pode-se arrancar dele determinada quantidade de prótons e nêutrons e, com isso, transformar um metal em outro, chumbo em ouro.

O único problema é que é muito caro fazer isso e, portanto, continua sendo mais fácil, e barato, ir na joalheria para comprar aquela correntinha que você tanto deseja.

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E eis que chega, sem que ninguém veja, claro, o homem invisível… “Para, para, para! Emenengarda, liga agora pra p… do jornal e diz que eu vou cancelar a assinatura se esse cara continuar escrevendo”.

Pois sinto desapontar, mais uma vez, os que duvidam dos avanços da ciência, em especial da possibilidade de tornar alguém, ou algo, invisível: isso pode ser feito, ainda que com algumas falhas e a um custo altíssimo. Ao mesmo tempo adianto, para desencanto dos que gostam de ideias mirabolantes e fantasiosas, que se trata de uma ideia simples, quase corriqueira, inventada por um japonês e que consiste na projeção, sobre uma vestimenta, daquilo que é filmado atrás desta.

Explicando (mais ou menos): numa roupa especial, capaz de projetar imagens em seu próprio tecido, e que vai dos pés à cabeça, instalam-se centenas de micro câmeras que, ao mesmo tempo em que filmam todo o ambiente em volta, enviam as imagens captadas para a parte oposta da roupa, ou seja, as câmeras da parte de trás da roupa projetam as imagens captadas na parte da frente, enquanto as câmeras instaladas na parte da frente da roupa projetam as imagens na parte de trás, tornando “invisível” quem a veste (a roupa).

Moral da história? “O ser humano pode tudo, basta querer”… só que não! Essa conversa de que basta ter força de vontade para chegar onde quisermos é uma enorme duma balela, mas não deixa de ser verdade que, se não tentarmos, como postes, ficaremos eternamente no mesmo lugar.

José Carlos Botelho Tedesco (Alemão Tedesco) é advogado, pai do Luigi, namorado da Juliana, filho do seu Tedesco e da professora Maria Antonia
e-mail: zeum@uol.com.br / Facebook: Alemão Tedesco e Alemão Tedesco II /  Twitter: @alemaotedesco

P.S. Sabe aquele aparelho que enquanto você está falando ele já vai traduzindo tudo para o javanês, alemão, russo, mandarim, enfim, para mais de setenta línguas diferentes, como no seriado “Star Treck – Viagens nas Estrelas”? Então, se eu disser que já existe, você também vai deixar de ler o jornal?

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