Polícia Civil prende homem apontado como fornecedor de arma usada na execução de advogado em Pres. Venceslau

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Mandados de prisão temporária e de busca e apreensão foram cumpridos nesta sexta-feira (3) em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. Outros dois envolvidos seguem detidos.

Um homem foi preso nesta sexta-feira (3), em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, suspeito de ter participado, conforme investigações da Polícia Civil, do assassinato do advogado Nilson Aparecido Carreira Mônico no dia 13 de junho, em seu escritório, no Centro de Presidente Venceslau.

Segundo a Polícia Civil, os mandados de prisão temporária e de busca e apreensão contra Vilson José Rosa foram expedidos pela 3ª Vara Judicial da Comarca de Presidente Venceslau e cumpridos na residência do suspeito, no Bairro Baeta Neves.

Durante as investigações sobre a morte do advogado, inclusive com depoimentos e reconstituições realizadas com o empresário Luiz Henrique Almeida Reis, apontado como o mandante do crime, e com o ex-policial militar Wagner Oliveira Andrade da Silva, apontado como o executor, levantou-se a participação de uma terceira pessoa, que teria fornecido a arma, munições, amarras e fitas adesivas utilizadas na morte de Mônico, e também intermediado a contratação do ex-policial militar a pedido do empresário.

Conforme a Polícia Civil, Vilson José Rosa, que já havia sido preso por porte de arma de fogo, inclusive de uso restrito, é conhecido por ser uma espécie de “miliciano”, que recebe dinheiro de comerciantes em troca de segurança.

Ainda conforme a Polícia Civil, Vilson José Rosa foi transferido na tarde desta sexta-feira (3) para Presidente Venceslau.

De acordo com o delegado Adalberto Gonini Júnior, o indivíduo vai ser ouvido pela Polícia Civil neste sábado (4), em Presidente Venceslau, e, posteriormente, será encaminhado para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Caiuá, onde deverá permanecer por 30 dias, sob prisão temporária.

“Durante as investigações nesse trágico homicídio, na reconstituição do executor, o Wagner, ele nos confessou, depois da reconstituição, que havia um terceiro elemento. Esse terceiro elemento seria o intermediário entre o mandante, que seria o empresário, teria contratado o executor Wagner para que viesse aqui praticar o homicídio contra o advogado. Nós tínhamos somente o apelido dele, que seria Mineiro, e os locais que ele provavelmente frequentava”, explicou Gonini Júnior.

O caso
O advogado Nilson Aparecido Carreira Mônico, de 55 anos, morreu após ser baleado em seu próprio escritório, no Centro, em Presidente Venceslau, na manhã do dia 13 de junho. A vítima chegou a ser socorrida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada ao Pronto-socorro local, mas não resistiu.

Segundo a Polícia Militar, dois indivíduos de São Bernardo do Campo estavam em um veículo. Um deles desembarcou, entrou no prédio onde funcionava o escritório da vítima e praticou o crime. Em seguida, os dois fugiram, mas um deles, indetificado posteriormente como Wagner Oliveira Andrade da Silva, foi detido pela Força Tática.

A Polícia Civil prendeu, em São Bernardo do Campo, o empresário suspeito de mandar matar o advogado. Segundo a Polícia Civil, o empresário confessou o crime, mas disse que só queria assustar a vítima, não a matar.

Segundo a polícia, o empresário perdeu uma ação e se revoltou contra o advogado da parte contrária. O advogado defendia a viúva de um homem vítima de um acidente causado por um motorista de caminhão bêbado, que trabalhava para a transportadora do empresário. Para pagar a indenização, o advogado conseguiu a penhora de um dos imóveis do empresário, em Guarujá (SP), avaliado em mais de R$ 1,5 milhão.

G1 PRUDENTE

Vilson José Rosa foi preso nesta sexta-feira (3) em São Bernardo do Campo (Foto: Polícia Civil/Reprodução/Cedida)

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