Passamos anos aprendendo a pertencer aos outros e, muitas vezes, esquecemos uma aprendizagem anterior: pertencer a nós mesmos.
Singularidade não é isolamento; é referência. Quem conhece seus limites, valores e desejos consegue participar do plural sem desaparecer dentro dele.
Descobrimos quem somos quando ninguém está nos dizendo quem devemos ser.
Isso também ajuda a reconhecer finais.
Algumas vezes, os fatos já falaram, os sinais perderam a ambiguidade e a razão terminou sua conta.
Mesmo assim, procuramos uma vírgula.
Outra tentativa, outra justificativa; mais uma oportunidade para uma história que talvez já tenha dito tudo.
Existem vírgulas que prolongam frases; outras apenas atrasam pontos finais.
Aceitar um fim não apaga aquilo que existiu, apenas reconhece que determinada história cumpriu seu percurso.
Virar a página não significa negar o capítulo anterior.
“Quem não aprende a terminar certas frases acaba entregando páginas inteiras da própria vida a histórias que já disseram tudo.”
_Lourival Mendes Magalhães _21º45’59”S_52º06’19”O
_Bom Dia, Ótimo Dia, Excelente Dia! ***









