Com o apoio do SESI-SP, escolas públicas paulistas avançam em Língua Portuguesa e Matemática

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Ao colocar à disposição das escolas públicas municipais paulistas um projeto de recomposição de aprendizagens para alunos do Ensino Fundamental I e II, o Sesi São Paulo auxiliou na elevação de habilidades em Língua Portuguesa e Matemática de quase 1 milhão de alunos – o equivalente a 43% dos estudantes matriculados na rede das prefeituras. O programa Recompondo Saberes foi aplicado em 63% dos municípios paulistas, entre o segundo semestre de 2022 e o primeiro de 2023.

Criado em função dos impactos nas aprendizagens decorrentes do ensino remoto na pandemia, o Recompondo Saberes atuou na formação dos professores das redes municipais. Com isso, os alunos conseguiram avançar em ambas as disciplinas das duas etapas educacionais. No Fundamental II (6º ao 9º ano), em Língua Portuguesa, os alunos iniciaram o projeto com domínio de 50,5% do conteúdo previsto para a série e terminaram com 66,5%. Em Matemática, a evolução foi de 33,9% para 38,6%. Parte das escolas participou do projeto durante um semestre letivo e parte ficou dois semestres.

No Fundamental I (1º ao 5º ano), em Língua Portuguesa, os estudantes dominavam 62,2% do conteúdo da série quando começaram no programa e terminaram com 71,9%. Em Matemática, passaram de 34,8% para 39,8%. Isso significa que eles evoluíram na escrita ao formar palavras e frases e utilizar a ortografia de forma apropriada, no domínio das quatro operações matemática e soluções de problemas, no nível de conhecimento esperado para as séries cursadas.

Para chegar a esses resultados, o Sesi-SP investiu na formação de mais de 38 mil professores, em atividades presenciais e remotas (40 horas a 80 horas por semestre). Um material com estratégias educacionais também foi elaborado pela instituição e disseminado pelo seu corpo de formadores aos professores das escolas públicas. Juntos, durante as formações, os educadores definiram as propostas para uma atuação personalizada em sala de aula de forma a superar as dificuldades dos alunos.

“Para suprir as lacunas deixadas no aprendizado durante a pandemia, atuamos com foco em Alfabetização, Língua Portuguesa e Matemática. A ideia foi complementar o que os professores já vinham realizando e, para isso, oferecemos formação e compartilhamos um pouco da nossa expertise nessas áreas, de maneira que eles conseguissem aplicar esses conhecimentos, na prática, em sala de aula”, contextualiza Herman Assumpção, supervisor técnico educacional do Sesi-SP.

Para medir os avanços desses estudantes, foi aplicada uma avaliação diagnóstica no início da parceria com os 406 municípios atendidos, e as dificuldades de aprendizado identificadas foram trabalhadas nessas formações. “Na execução do projeto, foi realizado novo teste para verificar os primeiros avanços, e também nortear possíveis ajustes. Ao final do ciclo, foi aplicada mais uma prova, com maior nível de complexidade, gerando o crescimento apresentado,” explica Herman.

O momento delicado que a educação pública atravessou na pandemia impulsionou o Sesi-SP, que já soma quase 80 anos de história e expertise na área, a estruturar o Sesi para Todos, do qual o Recompondo Saberes faz parte. O Sesi para Todos é um programa gratuito para compartilhar as soluções educacionais da instituição. Neste último ano, também foram ofertados cursos de pós-graduação nas quatro áreas do conhecimento e de aperfeiçoamento em gestão escolar para gestores e docentes, todos ministrados na Faculdade Sesi de Educação.

Concluindo a experiência com o projeto para auxiliar a rede pública com a recomposição da aprendizagem, o Sesi-SP segue em seu objetivo de compartilhar educação de excelência com o lançamento de mais uma ação do programa Sesi para Todos, batizada de Novo Olhar. A partir de agosto, 87 municípios paulistas integrarão a ação gratuita de aprimoramento dos conhecimentos em Língua Portuguesa por meio de estratégias das artes cênicas, e da Matemática, por meio de estratégias do pensamento computacional.

Ao formar 11 mil docentes, o Sesi-SP atingirá 280 mil estudantes nos próximos 6 meses. “A princípio, o atendimento será nas escolas com as maiores necessidades educacionais conforme os principais índices. Mais uma vez, focaremos nos professores, pois quase 80% dos atuantes na rede pública de São Paulo estão sem esse apoio de formação continuada, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP) em sua monitoria do Plano Nacional de Educação (PNE)”, explica Herman.

Comunicação Sesi-SP