Talk Book vence Startup Weekend Educação

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Chegou ao fim mais uma edição do Startup Weekend Prudente e a primeira com a vertente educação, neste domingo (20/10) na Inova Prudente. Foram quase três dias, num total de 54 horas, onde os participantes deram todo seu potencial para criar soluções e propor um novo modelo de negócio.

As regras desta final foram claras e seguiram três pilares: Validação, Execução e Design, e Modelo de Negócio. Como jurados, os convidados foram: Josilmar Signori, Gabriel Fachini, Inês Fonseca, Luiz Paulo Wince Teixeira e Cristiane Molinea.

No momento mais esperado pelos participantes, quem levou para casa o troféu sendo o grande vencedor da quinta edição do SW foi o grupo “Talk Book”, com os integrantes: Guilherme Mandai, Otávio Silva, Lucas Oliveira, Jean Brandão, Leonardo Ferreira, André Souza e Clara Nascimento. A equipe desenvolveu uma plataforma onde os usuários poderão se conectar e trocar ideias online, com objetivo de criar uma experiência online de educação. Além disso, podem até comprar e trocar de livros e, consequentemente criar uma rede entre leitores e escritores.

Uma das integrantes do grupo, Clara Nascimento, explica que também é possível “a venda e a troca de livros, e você pode usar aqueles que estão parados em casa e dar uma nova vida pra eles”. Ela ainda acrescenta que a equipe a todo o momento se manteve unida, mas que não esperava chegar a melhor colocação.

Autor da ideia, Guilherme conta que não tinha noção que sua equipe chegasse ao topo e que os jurados pudessem gostar da proposta. Ele relatou que no primeiro dia de SW apresentou sua ideia ao público sem nenhuma pretensão, mas que ficou muito impressionado ao ver que outras pessoas se interessaram pelo projeto. “Eu já tinha até anotado os grupos em que eu queria entrar, quando eu menos esperei minha ideia tinha sido votada e tinha uma equipe que acreditou em mim, uma equipe muito boa e eficiente”.

Ele ainda relata que a experiência serviu de inspiração para sua vida. “Foi incrível. É uma lição de vida pra me ensinar que a gente tem que acreditar mais nas nossas próprias ideias e no que a gente acredita, porque com esforço você acaba puxando outras pessoas que tem aquele mesmo sentido e com o trabalho em equipe consegue alcançar qualquer coisa”.

Já em segundo lugar ficou a equipe “Aprende Aí” que propôs um aplicativo que envolve a inteligência artificial e humana, voltado para o aprendizado, metodologia e nivelamento de um algoritmo. Um dos representantes, Alisson Fernando do Carmo, destacou as diferentes áreas dos protagonistas do grupo. “A equipe esteve engajada em todos os momentos, um diferencial que identificamos foi à multidisciplinaridade. Estamos atendendo em oito áreas diferentes e essa pluralidade só veio acrescentar”. Além de Carmo o grupo era composto por: Ana Júlia Pádua, Gabriel Gonçalves, Nariane Bernardo, Leandro Alves, Brunna Ruzzon e Vinicius Franco.

A equipe “Learning Up” composta por João Pedro do Vale, Lara Vasconcellos, Yasmin Marques, Victor Silva, Guilherme Prado, Lais Martins, Brenda Stelys e Igor de Pieri, identificou que as pessoas têm dificuldade em lidar com as emoções e que nem os pais e nem a educação estaria dando suporte a essas pessoas. Através da realidade virtual eles fariam que as pessoas tivessem 100% da imersão delas na situação. Com essa ideia eles garantiram o terceiro lugar na edição.

A representante do grupo Yasmin, além de agradecer aos mentores que ajudaram os participantes na execução do projeto, destacou que “quem ganha é a equipe multidisciplinar, o importante não é a sua área e sim o seu ideal”.

Já Brenda, relatou que pensaram em uma proposta em que “as pessoas pudessem desenvolver sozinha ao longo da vida”. Ela classifica como um diferencial, já que “a pessoa aprenderia sozinha e de forma mais rápida e não precisaria sofrer tanto para adquirir essas habilidades”.

A equipe do “Viva” que foi representada por: Jean Oliveira, Izabela Cardoso, Mikaelly Souza, Pedro Guardachoni, Sabrina Souza, Silvério Hosomi e Tatiane Baggis trouxeram como proposta um jogo interativo e dinâmico que minimizasse os índices de suicídio e garantiram a “Menção Honrosa” da quinta edição. O representante, Jean Oliveira, explica que “segundo nossa pesquisa de mercado os índices estão aumentando cada dia mais. Por ano (2,3%) esses índices aumentam no Brasil”.

Ele ainda contou que não esperava essa colocação e que ficou emocionado. “É a minha primeira vez como participante da Startup Weekend, cheguei aqui sem saber o que era uma startup e pra mim tudo foi válido, a organização foi maravilhosa e estou em êxtase e muito feliz”, falou Jean.

O co-facilitador e participante da organização, Luís Isique, explica que o Startup Weekend contribui aos participantes para o que eles chamam de intra-empreendedorismo, que é aplicar todo o conhecimento desenvolvido no evento em suas respectivas empresas ou as que trabalham. Ele ainda acrescenta que o evento é importante para “poder aplicar ferramentas técnicas, metodologias e boas práticas que são desenvolvidas em startups de sucesso pelo mundo todo e trazer isso para conhecimento de todos”.

A mentora, Caroline Fernandes, relata que percebeu uma evolução muito grande nos participantes do decorrer de todo o processo. “Então, a gente percebia que eles ficavam presos a certas atitudes que não são condizentes com a startup e eles tiveram que rever os seus conceitos, falsos modelos de negócio, então isso é muito bacana”, relatou Caroline.

Ela acrescenta que o SW propõe uma forma melhor de conhecimento aos participantes. “Pensando na vida dessas 100 pessoas, é legal não só conhecer como se forma uma startup, o caminho, mas também pelas atitudes, então aprender trabalhar em equipe, saber vender uma ideia, a busca de ir até o mercado e ouvir o cliente, são coisas que muitas vezes não se aprende lendo ou assistindo um vídeo, você aprende praticando”.

O mentor Daniel Malgarim, ressaltou a nobreza do tema educação no SW e diz ser um desafio muito grande, visto que existe um atraso muito grande entre a educação que está tendo hoje com relação ao que o mercado precisa principalmente no mercado de base.

Malgarim ainda elogiou o desempenho dos participantes e como os mentores ajudaram no processo. “As equipes se desenvolveram muito bem nesses pilares e nesses problemas em que os mentores de várias áreas conseguiram nortear com que os grupos conseguissem fazer suas soluções reais para o mercado”, finalizou.

Sobre a organização

A quinta edição do SW foi encerrado com a participação de mais de 100 pessoas, entre eles alunos, professores, mestres e doutores. O objetivo foi fomentar soluções voltadas para educação unida com a tecnologia. Para um dos organizadores, Paulo Batista o propósito não foi se conectar durante o evento, mas também no pós-evento, “A gente acredita que sairemos daqui com um grupo, uma comunidade mais conectada e mais oxigenada”.

Já os outros organizadores foram: Ranieri Dantzger, Fernanda Batista, Fernando Brito, Gustavo Saraiva, Jairo Campelo, João Vitor Marques e Sinomar Calmona.

Mentores

Para auxiliar os participantes nessa jornada, a SW contou com os mentores: Guilherme Cavichioli, Vânia Cristina Da Silva, Thiago Vendrami, Julia Yuri Landim Goya, Jessica Amorim, Daniel Malgarin, Cristal Avila, Carolina Fernandes, Bruno Carnelóss, Alessandro Altino, Ana Luiza Parente, Arlete Meneguette e Danhara Gomes.

Sobre o Startup Weekend

Presente em mais de 150 países e 700 cidades, superando 3 mil edições realizadas e 13 mil startups desenvolvidas, o Startup Weekend já se consagrou como o maior evento do mundo deste segmento. Sua origem foi no ano de 2007, nos Estados Unidos. O evento consiste em um final de semana com a mais profunda imersão que reúne profissionais de várias áreas para criarem protótipos de empresas ou projetos em apenas 54 horas. No Brasil, um dos cases de destaque é o aplicativo móvel Easy Taxi, já internacionalizado, presente em mais de 30 países.

Fonte: Fundação Inova Prudente / fotos Isabela Souza

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